Eu sou forte, mas tenho lá minhas recaídas. As vezes choro, choro muito, choro rios, mas passa. Caio, desabo e me acabo, mas passa. Vez ou outra penso que é o fim do mundo, fim da vida, fim do poço, mas passa. Talvez demore dias, meses e anos, mas vai passar. A sensação é de ser uma dor infinita, que nunca cura, nunca vira cicatriz, mas quer saber de uma coisa? P-A-S-S-A. Saiba que quando passar, vou me lembrar do quanto fui forte pra superar tudo isso, e já nem vai doer mais. Portanto volto a repetir; “Eu sou forte sim, mas não o tempo todo.”
Sentir é o verbo mais afetuoso que a vida nos entrega a todo momento e que, muitas vezes, se alimenta de uma espera desatenta e de muito, muito tempo. Que a gente amanheça com um olhar comprido capaz de enxergar as miudezas mais belas da vida e um abraço apertado que nos faz distribuir laços, desmedidos, de vento em vento.Tudo o que verte paz, é Divino.
Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.
Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido. Eu via, olhos do coração abertos, e nunca mais perdi de vista o sabor desse detalhe. Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente pra nunca mais se perderem.